MUSICAL INFANTIL NERINA, A OVELHA NEGRA SERÁ APRESENTADO EM FORMATO ON-LINE


20 Nov

Baseada no livro homônimo do cartunista Michele Iacocca, a premiada opereta do grupo Maracujá Laboratório de Artes conta a história de Nerina, uma ovelha que é expulsa do rebanho apenas por ter a cor diferente das outras.

Abordando a temática do preconceito racial através da atuação, música, manipulação de bonecos e recursos visuais, “Nerina, a Ovelha Negra” voltaria a ser apresentada presencialmente em São Paulo em 30 CEUs (Centros Unificados de Ensino) e cinco teatros distritais da capital. No entanto, a quarentena imposta pela pandemia do COVID -19 obrigou o grupo a adaptar o projeto para o formato online.

A ação, batizada de “Circulação Nerina, a Ovelha Negra”, teve inicio de forma remota no último dia 9 de novembro através da oficina “Laboratório de Artes Maracujá”. O workshop, que segue até 11 de dezembro, desenvolve diferentes técnicas experimentadas pela companhia em seus 15 anos de atividades como o teatro de sombras, stop motion, confecção de bonecos com sobras de materiais e o live animation com puppet toys (uma técnica onde bonecos em miniatura são manipulados em frente a câmeras e projetos ao vivo como em uma espécie de cinema feito ao vivo).

Crédito: Cacá Diniz


A segunda fase do projeto consiste em 10 apresentações em vídeo seguidos de bate-papos com os criativos em plataformas de streaming. A iniciativa visa, além da exibição do premiado musical, propor um debate sobre assuntos envolvendo preconceito e inclusão social. Confira a agenda:

21/11 (apresentação vinculada ao Teatro Flávio Império) 11h – vídeo do espetáculo Nerina – a ovelha negra 11h50 – bate-papo com o autor Michele Iacocca Local de transmissão:
https://www.facebook.com/maracujaartes 
https://www.youtube.com/c/maracujalaboratoriodeartes

Sobre o autor: Autor do livro que deu origem ao espetáculo "Nerina – a Ovelha Negra e com mais de 150 livros publicados, Michele Iacocca é um dos principais e mais premiados autores e ilustradores do Brasil. Nascido na Itália, onde deu início aos estudos de literatura clássica, trouxe ao Brasil sua arte cheia de humor e inteligência através de literatura, ilustração, poesia, cartoon, cinema, teatro, tradução e outras manifestações. Como autor tem livros publicados pelas editoras: Ática, Saraiva, Melhoramentos, Moderna, FTD, Positivo, Mercurio Jovem, SM, Global e Tribos. Ganhou o prêmio APCA de autor, ilustrador e tradutor com os livros: “O que fazer?”, “O Barulho da Chuva”, “O Diário Escondido da Serafina” e pelas traduções de Umberto Eco e Gianni Rodari e o original do Pinóquio de Carlo Collodi. Possui diversos livros com o selo Altamente Recomendável” da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil) como “O que fazer?”, a “Galinha e a Sombra”, “As aventuras de Bambolina, “Rabisco - um cachorro perfeito” (que também entrou na Lista de Honra do International Board on Books for Young People (IBBY), “Nerina – A Ovelha Negra“ e “A Bola”. Finalista do prêmio Jabuti com o livro “Soltando o Som”.

21/11 (apresentação vinculada ao Centro de Culturas Negras) 16h – vídeo do espetáculo Nerina – a ovelha negra 16h50 – bate-papo: Jovens artistas pretos e a representatividade negra na arte. Com os atores: Bia Sabiá, Eder dos Anjos, Renan Vinícius e Yasmin Olí. Local de transmissão: https://www.facebook.com/maracujaartes https://www.youtube.com/c/maracujalaboratoriodeartes

No bate-papo, os jovens atores Bia Sabiá, Eder dos Anjos, Renan Vinícius e Yasmin Olí, que trabalham no Maracujá Laboratório de Artes e desenvolvem diversas outras ações na área cultural, irão debater sobre sua própria trajetória artística e a importância da representatividade negra na área cultural para a quebra de preconceitos.

22/11 (apresentação vinculada ao Teatro Flávio Império) 11h – vídeo do espetáculo Nerina – a ovelha negra 11h50 – bate-papo com o diretor Sidnei Caria Local de transmissão: https://www.facebook.com/maracujaartes https://www.youtube.com/c/maracujalaboratoriodeartes

Sobre o diretor: Diretor e adaptador do espetáculo Nerina – a ovelha negra, Sidnei Caria tem mais de 35 anos de carreira, sendo a maior parte deles voltado ao teatro para todas as idades. Participou do grupo XPTO como ator de 1985 a 2002. Trabalhou com diretores renomados como Roberto Lage, Celso Frateschi, Maria Alice Vergueiro, Cristiane Paoli-Quito, Ariela Goldman, Cris Lozano, Maria Thais, Hugo Possolo. Foi ator, diretor e diretor de arte na cia Pia Fraus (2005 a 2011). Participou do FITO – Festival de Teatro de Objetos em várias capitais brasileiras. É um dos protagonistas da série infantil “Que monstro te mordeu?”, de Cao Hamburger. Dirige o Maracujá Laboratório de Artes, grupo que fundou em 2005, onde desenvolve pesquisas e trabalhos em dramaturgia, direção, criação e confecção de bonecos, adereços, figurinos e cenários dos espetáculos do grupo. Recebeu prêmios APCA, FEMSA, PANAMCO, Mambembe, entre outros, por diversos espetáculos em sua carreira como ator, diretor, cenógrafo e dramaturgo.

22/11 (apresentação vinculada ao Centro de Culturas Negras) 16h – vídeo do espetáculo Nerina – a ovelha negra 16h50 – bate-papo: O futuro dos baobás – a representatividade negra no teatro para crianças e jovens. Convidados: Jefferson Brito e Rita Teles, da Cia Colhendo Contos e Diáspora Negra, com o ator Eder dos Anjos, do Coletivo dos Anjos e Maracujá Laboratório de Artes, realizando a mediação. Local de transmissão: https://www.facebook.com/maracujaartes https://www.youtube.com/c/maracujalaboratoriodeartes

Sobre a Cia Colhendo Contos e Diáspora Negra: A Cia. Colhendo Contos e Diáspora Negra nasceu em 2016 da união de amigos atores, profissionais da arte educação. Primeiro nasceu o desejo de contar histórias, em seguida o desejo de resgatar os valores de suas origens acessando suas raízes e resgatando suas ancestralidades. A combinação desses desejos perpassou por vasta pesquisa, pelo acesso às suas memórias, pela riqueza e diversidade que o continente africano oferece e pela falta de representatividade e carência identificada em seus educandos. Da união desses elementos nasceu em 2016 o primeiro espetáculo: “Contando África em Contos” e em 2019, da parceria com o multiartista Salloma Salomão nasceu o último espetáculo: A Arca de Ébano. A proposta teatral transcendeu e nasceram os processos formativos para maior proximidade com o público, são oficinas de contação de histórias, musicalização, brincadeiras africanas, além do projeto “Leitura Interativa” que conta com a participação ativa do espectador. Em 2020 vislumbrando maior assertividade, deu-se andamento às pesquisas, desta vez com africanos residentes no Brasil, e nasce o projeto “África – Contos, Cantos e Encantos”, com a perspectiva de compreender a importância dessas presenças em diáspora, valorizando e cedendo lugar para o protagonismo dessas narrativas.

28/11 (apresentação vinculada ao Centro Cultural da Penha) 16h – vídeo do espetáculo Nerina – a ovelha negra 16h50 – bate-papo com a diretora musical Fernanda Maia Local de transmissão: https://www.facebook.com/maracujaartes https://www.youtube.com/c/maracujalaboratoriodeartes

Sobre a diretora musical: Diretora, arranjadora musical, preparadora vocal e atriz. Bacharel em Música pela Universidade Federal da Paraíba. Foi diretora musical de diversos espetáculos, como Chaves – o musical, Carrossel – o Musical, É 20! As Folias do Século, Noite de Reis, Naked Boys Singing, Rádio a 2, Lamartine Babo, O Tambor e o Anjo, O Jovem Príncipe e a Verdade e L’illustre Molière. Ministra oficinas de preparação vocal para a premiada Cia. do Tijolo e inúmeras oficinas e workshops no estado de São Paulo e aulas particulares de canto para atores. Como diretora musical e preparadora vocal do Núcleo Experimental participou das seguintes montagens: R&J, Mojo, Senhora dos Afogados, Cândida, As Troianas - Vozes da Guerra, O Livro dos Monstros Guardados, Casa/Cabul, No Coração do Mundo, O Contrato, Bichado, Mormaço, Cabaret e o tal do mundo não se acabou, Universos, Nossa Classe, Ou Você Poderia Me Beijar, Preto no Branco, Urinal - O Musical, Ao Pé do Ouvido, O Senhor das Moscas e Lembro todo dia de você. Recebeu o Prêmio APCA 2017 pelo conjunto de sua obra como diretora musical, que incluiu o espetáculo Nerina – a ovelha negra. 29/11 (apresentação vinculada ao Centro Cultural da Penha) 16h – vídeo do espetáculo Nerina – a ovelha negra 16h50 – bate-papo com o elenco do espetáculo Nerina – a ovelha negra: Bia Sabiá, Camila Ivo, Lucas Luciano, Piva Silva, Sidnei Caria, Silas Caria e Yasmin Olí. Local de transmissão: https://www.facebook.com/maracujaartes https://www.youtube.com/c/maracujalaboratoriodeartes

No bate papo, elenco irá conversar sobre o processo de criação do espetáculo Nerina – a ovelha negra e de outros trabalhos do Maracujá Laboratório de Artes, na perspectiva do ator.


Crédito: Cacá Diniz

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